Começa nesta quarta-feira, 15, a 53º Assembleia Geral dos Bispos do Brasil; este ano o evento elegerá a nova presidência da CNBB
Monique Coutinho
Da Redação
Da Redação
A partir desta quarta-feira, 15, até o
próximo dia 24, será realizada em Aparecida (SP) a 53ª Assembleia Geral
da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O evento
aborda assuntos pastorais e questões que envolvem a vida das pessoas e
da sociedade brasileira, na perspectiva da evangelização.
A Assembleia reúne todos os membros da
Conferência, ou seja, todos os bispos que estão na ativa, tanto titular
como auxiliares. Podem ser convidados os bispos eméritos e bispos
não-membros da entidade, de qualquer rito, mas em comunhão com a Santa
Sé com residência no Brasil.
A primeira Assembleia Geral foi realizada
de 17 a 20 de agosto de 1953, em Belém (PA). O encontro teve a presença
de vinte arcebispos do Brasil e ocorreu simultaneamente ao VI Congresso
Eucarístico Nacional. A partir de 1967, a Assembleia passou a ser
realizada anualmente.
Assembleia eletiva
A eleição da presidência da CNBB acontece
a cada quatro anos. A última foi em 2011, de forma que esta Assembleia
de 2015 será eletiva.
Em separadas votações, são escolhidos o
presidente, o vice-presidente, o secretário-geral da Conferência e
também os presidentes das Comissões Episcopais de Pastorais. A posse dos
novos eleitos acontece antes do término do evento.
Em entrevista para o CN Notícias,
o atual presidente da CNBB, Cardeal Raymundo Damasceno – que esteve no
cargo de 2004 a 2008 e agora de 2011 a 2015 -, disse que, além da
eleição, a 53º edição da Assembleia Geral dos Bispos do Brasil também
será importante porque atualizará as diretrizes para os próximos quatro
anos.
“Além da eleição, ela (Assembleia) também
é importante porque nós vamos atualizar as atuais diretrizes para os
próximos quatro anos. São as diretrizes que orientam o trabalho do
secretariado-geral da CNBB, sua programação e também vai inspirar os
planos de pastoral das dioceses ou das paróquias.”
Tema central
Dom Damasceno, que é arcebispo de
Aparecida (SP) afirma que, devido às eleições, esta Assembleia terá
apenas um tema central: as diretrizes.
“É apenas uma atualização das atuais
diretrizes porque continuam válidas, mas precisam ser atualizadas à luz
do magistério do Papa Francisco, sobretudo da exortação apostólica Evangelium Gaudium e dos seus dois discursos, por ocasião da Jornada Mundial da Juventude, um discurso aos bispos e outro ao CELAM.”
O presidente da CNBB disse ainda que
neste ano haverá o segundo momento do Projeto Pensando Brasil, que foi
inaugurado na Assembleia passada e que envolve assuntos relacionados
à reforma política.
“Vamos agora apresentar um segundo
momento desse Pensando Brasil. É um projeto que vai, a cada Assembleia,
sendo aprofundado e acrescentado outros temas. Nessa Assembleia, vamos
falar das desigualdades sociais do Brasil”.
Agradecimentos
Dom Damasceno considera sua missão como
presidente cumprida e torce para que a nova presidência seja capaz de
dar continuidade no que está sendo feito há tanto tempo.
“Faço votos que nós na Assembleia
encontremos uma nova presidência capaz de prosseguir nos trabalhos da
conferência, dando continuidade no que está sendo feito há tantos anos,
sempre promovendo a comunhão entre os bispos e a comunhão com o Santo
Padre.”
O cardeal conclui agradecendo a Deus, a
todos os bispos e aos demais membros da presidência por esse último
mandato de quatro anos.
“Só tenho que agradecer a Deus por esse
mandato de quatro anos, os bispos, os demais membros da presidência, os
bispos da comissão episcopais pastorais, enfim, todo episcopado e também
assessores da CNBB, porque depende não só de um, mas de todos, o êxito
do trabalho que fazemos.”
Fonte
Canção Nova

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